Raulino Júnior apresenta trabalho sobre música no evento “Cultura e Negritude”, da UFRB

Hoje, no evento Cultura e Negritude, programa interdisciplinar vinculado ao Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), o compositor Raulino Júnior apresentou um vídeo-pôster em que analisou as músicas É, de Gonzaguinha; e Gente da Gente, da banda Negritude Júnior. Ele fez o estudo com base na Análise Crítica do Discurso (ACD), de Norman Fairclough, que considera as condições de produção, a prática discursiva e a prática social. “Foi uma experiência muito boa! Adorei! Me deixou muito feliz! A pesquisa ainda não está concluída e o vídeo está disponível no meu canal do YouTube, como mais uma forma de democratizar o conhecimento acadêmico. Quem tiver interesse pelo tema, fique à vontade para assistir e trazer contribuições”.

No trabalho, intitulado É Gente da Gente: o discurso de músicas populares como denúncia de desigualdades sociais, Raulino faz uma análise das letras das canções e associa tudo ao contexto histórico e político em que elas foram criadas. Além disso, fala sobre os artistas, identificando os motivos que justificam os discursos deles em cada obra. Quem acompanhou a apresentação, gostou da reflexão feita pelo compositor. Na imagem a seguir, isso fica evidente.

No dia 30 de junho, Raulino inicou a graduação em Licenciatura em Música Popular Brasileira, na UFRB. Com o curso, pretende aprimorar os seus conhecimentos do universo musical. “Estou muito feliz. Durante esses quatro anos, vou me dedicar aos estudos de música. Estou muito empolgado e tenho certeza de que o curso vai abrir portas e me ajudar nas composições”, finaliza. Abaixo, segue o vídeo da participação de Raulino no Cultura e Negritude 2021.

Compositor Raulino Júnior ingressa no curso de Licenciatura em MPB da UFRB: “A Música é Mãe. Não é à toa que começa com ‘M’. Estou muito feliz!”

Depois de encerrar o bem-sucedido projeto Raulino Júnior AXÉ que canta!, o compositor Raulino Júnior decidiu se dedicar ainda mais à arte musical: vai estudar Licenciatura em Música Popular Brasileira (MPB), na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). O curso, oferecido na modalidade de Educação a Distância (EaD), tem período mínimo de integralização de oito semestres e está vinculado ao Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT) da instituição. Na grade, disciplinas como Diversidades, Cultura e Relações Étnico-Raciais, Escrita e Leitura Musical, História e Apreciação da Música Popular, Ritmos Brasileiros de Matriz Africana, Composição e Arranjo, Etnomusicologia, Música Indígena Brasileira, Música Popular Baiana de Massa: Práticas e Vivências, Canção Brasileira: Aspectos Analíticos e Criativos.

O resultado foi publicado hoje, no site da UFRB, e as aulas estão previstas para começar no dia 28 de junho. “Estudar MPB vai ser fundamental para a minha formação como professor e como compositor. Eu tenho muito apreço pela música feita no nosso país. Com a internet, a gente pode conhecer mais facilmente manifestações de outros lugares. A Música, com eme maiúsculo mesmo, é muito acolhedora. Fui acolhido nos últimos anos, porque Música é Mãe, não é? Não é à toa que começa com ‘M’. Estou muito feliz!”, comemora.

Processo seletivo

Raulino, que além de compositor, é professor, jornalista e produtor cultural, se inscreveu no processo seletivo da UFRB na categoria de Público Específico, voltada para professores. Para ingressar, teve que escrever uma Carta de Intenção em que abordou a trajetória acadêmica, a visão sobre a necessidade de formar professores da educação básica, a experiência profissional e as expectativas para o curso. A seguir, leia a produção submetida pelo compositor:

O objetivo desta Carta de Intenção é pleitear uma vaga no curso de Licenciatura em Música Popular Brasileira (MPB). Para isso, vou falar sobre a minha vida acadêmica, meu tempo de atuação como professor da educação básica, opinar sobre a importância de formar professores e revelar as minhas expectativas em relação ao curso, evidenciando o quanto ele vai contribuir para a minha vida profissional.

Com exceção do Ensino Fundamental I, que fiz em colégio particular, toda a minha escolarização foi feita em instituições públicas. Como gosto de estudar, fiz três graduações: Letras Vernáculas (Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS), Jornalismo e Produção em Comunicação e Cultura (Universidade Federal da Bahia – UFBA). No âmbito da pós-graduação, fiz especialização em Estudos Linguísticos (UEFS) e, em 2020, concluí o mestrado em Educação e Contemporaneidade, na Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Ingressei no magistério público do Estado da Bahia em 2003, através do Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). Em 2006, fiz o concurso e me tornei servidor do quadro efetivo. Atualmente, sou professor de Língua Portuguesa e Redação, no Colégio Estadual Mário Augusto Teixeira de Freitas, que fica em Salvador. Sócrates dizia: “Mais inteligente é aquele que sabe que não sabe”. Nesse sentido, a formação de professores é uma ação importantíssima, porque quem ensina sempre está aprendendo e sempre deve aprender, como nos ensinou Paulo Freire.

Por isso, estou sempre estudando. Faço muitos cursos voltados para a minha área de formação e também muitos da área de arte. Acho que toda prática educativa tem que ter a arte no seu bojo. Desde a adolescência, componho músicas e já participei de alguns festivais. Sendo assim, as minhas expectativas para o curso são muito grandes. Quero aprender mais sobre MPB, me aperfeiçoar. Já li muitos livros que falam a respeito, mas quero mais. Quero aprender mais sobre instrumentos, harmonia, canção e levar esses conhecimentos para as minhas aulas. Sempre uso música na minha prática pedagógica. Principalmente, quando dou aula de Literatura. A música é uma arte que possibilita muitas coisas, que contribui para o aprendizado porque, através dela, muito conhecimento é adquirido. O curso vai me ajudar a ser um professor e uma pessoa melhor, porque o aprender faz isso com a gente.

Toda oportunidade de estudo é fundamental para qualquer professor. Quanto mais ensino, mais quero aprender. Por isso, me candidato à vaga.

Música comemorativa

Para Raulino, o ingresso no curso de MPB é a coroação de um movimento que ele vem fazendo com mais seriedade desde 2018. “Eu resolvi apostar em mim, correr atrás desse sonho com mais afinco. Então, naturalmente, fui me dedicando mais, estudando, fazendo cursos, conversando com pessoas mais experientes, trocando. Vale muito a pena acreditar que a gente pode e encontrar pessoas que acreditam. Eu fiquei sabendo desse processo seletivo da UFRB através de uma ex-colega do curso de Letras, Cinthya Coutinho, a quem eu prometi uma música, caso passasse. E vou fazer, porque sempre cumpro com a minha palavra. Cinthya é uma querida, mora no meu coração e sempre acreditou em mim. Serei eternamente grato”. Enquanto a música-homenagem para a amiga não sai, o compositor elege o reggae Com a Música, composto em 2006, como perfeito para comemorar a conquista: “Ele fala do meu encontro com a Música, do que ela pode proporcionar nas pessoas. No refrão, eu digo: ‘No momento certo/O amor vai rolar/Fique sempre perto/Eu quero te encontrar/Nada é por acaso/E nunca será/Um lindo romance/Pode começar”’. Profética e emblemática, não é? Confira a letra:

Com a Música
(Raulino Júnior)

Essa é pra você perder o tom
Essa é pra você se emocionar
Essa é pra fazer você delirar
Com a música

Essa é pra você agitar o som
Essa é pra você radicalizar
Essa é pra fazer você viajar
Com a música

No momento certo
O amor vai rolar
Fique sempre perto
Eu quero te encontrar
Nada é por acaso
E nunca será
Um lindo romance
Pode começar

Essa é pra você mostrar o dom
Essa é pra você se apresentar
Essa é pra fazer você celebrar
Com a música

Essa é pra você querer o bom
Essa pra você solidarizar
Essa é pra fazer você melhorar
Com a música

Música em homenagem ao Olodum encerra projeto Raulino Júnior AXÉ que canta!

Samba-reggae foi composto em fevereiro de 2011

Raulino Júnior durante performance de O Som do Olodum, último clipe do projeto Raulino Júnior AXÉ que canta!. Imagem: reprodução do vídeo.

O oitavo e último vídeo do projeto Raulino Júnior AXÉ que canta! acabou de ser divulgado e traz o samba-reggae O Som do Olodum (Tugurugudu) como destaque. A música foi composta em 27 de fevereiro de 2011 e gravada em maio de 2018, no HF Studios, em Salvador, com produção e direção musical de Adrian Estrela, da Parte A Produções. O que motivou a composição foi um arrastão da banda Olodum, no Pelourinho, no dia 26 de fevereiro de 2011. “Lembro como se fosse hoje: fui ao arrastão e fiquei maluco com aquela musicalidade, impressionado ao ver como a banda comovia o público com o seu ‘tugurugudu’. Quando estava voltando para casa, o refrão já pulsava na minha cabeça. No dia seguinte, 27/2, concluí a composição. Eu adoro a letra e a música! A canção expressa muita verdade sobre a banda e sobre o que senti naquele dia. É uma crônica em forma de música, algo que era comum no cancioneiro da nossa Axé Music e do próprio samba-reggae, mas que, infelizmente, se perdeu com o tempo”, avalia o compositor.

O  projeto

O projeto Raulino Júnior AXÉ que canta! teve como objetivo principal divulgar as músicas do compositor. Desde 13 de julho de 2020, Raulino Júnior publica os clipes em suas redes sociais digitais. “Usei os vídeos para participar de alguns festivais e também enviei para alguns artistas, levando em consideração a identidade musical deles. A intenção é de que alguém grave algumas das canções. De qualquer forma, foi muito divertido estar nesse lugar de intérprete de minhas próprias músicas. Deu muito trabalho, porque precisei me dedicar bastante, pensar em todo o plano de execução, mas valeu a pena. Eu adorei”.

Raulino Júnior AXÉ que canta! Imagem: reprodução do vídeo.

Uma oficina-show, que será levada para colégios de Salvador, também está prevista como extensão do projeto. “Tudo vai depender das condições sanitárias, pois ainda estamos enfrentando a pandemia do novo coronavírus”, ressalta. A seguir, você confere a letra e o clipe de O Som do Olodum (Tugurugudu)

O Som do Olodum (Tugurugudu)
(Raulino Júnior)

É irresistível!
O som do Olodum

É inconfundível!
O som do Olodum

Vem pra Bahia ver
O nosso tugurugudu

Descer as ladeiras do Pelô
Subir as ladeiras do Pelô
Descer as ladeiras…
Com o nosso tugurugudu

Deixar o batuque te envolver
E ver como o som embala você
Sentir o seu corpo “derreter”
Com o nosso tugurugudu

É irresistível!
O som do Olodum

É inconfundível!
O som do Olodum

Vem pra Bahia ver
O nosso tugurugudu

Descer as ladeiras do Pelô
Subir as ladeiras do Pelô
Descer as ladeiras…
Com o nosso tugurugudu

Deixar a alegria prorromper
E ver todo mundo se espremer
Turistas, em êxtase, ao ver
O nosso tugurugudu

É irresistível!
O som do Olodum

É inconfundível!
O som do Olodum

É irresistível!
O nosso tugurugudu

É inconfundível!
O nosso tugurugudu

7º vídeo do projeto Raulino Júnior AXÉ que canta! convida todo mundo para se envolver com “O Amor”

Canção composta em 2013 personifica o sentimento amor

Raulino Júnior totalmente envolvido com o samba-bossa O Amor. Imagem: reprodução do vídeo

No sétimo vídeo do projeto Raulino Júnior AXÉ que canta!, que foi divulgado hoje, o compositor Raulino Júnior apresenta o samba-bossa O Amor, composto em setembro de 2013. A canção foi gravada em 2015, no Instituto de Música Vanessa Paixão, em Salvador, com produção e direção musical de Alberto Lessa. A música já esteve em duas iniciativas culturais: 1ª) em janeiro de 2018, foi uma das 20 classificadas na 2ª edição do Festival de Samba do Bloco Alerta Geral, tradicional agremiação carnavalesca de Salvador. Foi o primeiro concurso em que o próprio Raulino Júnior foi intérprete de sua música. Na ocasião, fez uma apresentação ao vivo e com banda. Num dos ensaios, o experiente músico Marcos Bezerra classificou O Amor como sendo um samba-bossa, o que fez Raulino passar a usar a nomenclatura a partir de então; 2ª) no mesmo mês, a letra da canção foi publicada na Antologia Literária Amor, Paixão, Loucura, da Litteris Editora, fruto de um concurso cultural lançado  em 2015.

Em O Amor, Raulino fala do convite do sentimento para ser feliz e ter alegria, mesmo diante das adversidades. “A música nasceu com o refrão. Ele veio todo para mim, com essa ideia do amor personificado. Depois, acrescentei as outras partes. O Amor tem versos muito emblemáticos, que servem de guia e que me estimulam. Gosto de ‘Que eu teria mil motivos pra me magoar/Mas também mais de um milhão para poder sorrir’; ‘Me mostrou Felicidade onde eu não soube ver/Que o problema é bem pior do que a solução’ e ‘O Amor me transformou, guiou meu coração/Me tornou um ser melhor do que eu podia ser’. A canção também tem um quê de simbolista. Principalmente, no uso das maiúsculas alegorizantes”, explica, se referindo ao Simbolismo, que, no Brasil, teve início no final do século XIX.

Penúltimo vídeo do  projeto

O vídeo de O Amor é o penúltimo do projeto Raulino Júnior AXÉ que canta!, que tem como objetivo principal divulgar as músicas do compositor. No mês que vem, haverá o encerramento. Desde julho do ano passado, sempre no dia 13 de cada mês, o compositor publica clipes musicais nas suas redes sociais digitais. “Quero divulgar as minhas músicas, brincar de cantar e enviar os clipes para artistas que tenham identidade com as canções. Quem sabe eles gravam?”, indaga o esperançoso artista. 

Raulino Júnior em O Amor: letra com mensagens estimuladoras. Imagem: reprodução do vídeo.

Uma oficina-show, que será levada para colégios de Salvador, também está prevista no projeto. A seguir, você confere a letra e o clipe de O Amor

O Amor
(Raulino Júnior)

O Amor me convidou para ser feliz
E chamou a Alegria para me alegrar
Pôs um toque de Carinho para me vestir
E um pouco de Razão para me acompanhar

A Esperança, ele disse, que é pra temperar
A Saudade, me falou, que sempre ia vir
Que eu teria mil motivos pra me magoar
Mas também mais de um milhão para poder sorrir

O Amor me acostumou a viver sempre assim:
bem demais, querendo paz e rindo sem razão
Me mostrou Felicidade onde eu não soube ver
Que o problema é bem pior do que a solução

O Amor me transformou, guiou meu coração
Me tornou um ser melhor do que eu podia ser
Inspirou-me a escrever uma linda canção
E falou que o meu destino era ser de você

O Amor me convidou para ser feliz
E chamou a Alegria para me alegrar
Pôs um toque de Carinho para me vestir
E um pouco de Razão para me acompanhar…

Reggae “Vibe Positiva” é o destaque do 6º vídeo do projeto Raulino Júnior AXÉ que canta!

Música homenageia a Bahia e celebra a vida

Raulino Júnior durante a performance de Vibe Positiva: reggae e positividade. Imagem: reprodução do vídeo

O sexto vídeo do projeto Raulino Júnior AXÉ que canta! foi divulgado hoje e traz a performance do compositor Raulino Júnior no reggae Vibe Positiva, composto em dezembro de 2013. A canção foi gravada em 2015, no Instituto de Música Vanessa Paixão, em Salvador, com produção e direção musical de Alberto Lessa. Na letra, Raulino homenageia a Bahia e celebra a vida. “Eu adoro a vibe de Vibe! A música traz uma mensagem leve, de alegria, de prazer em pertencer a um lugar e de ser feliz nele. Isso é a minha cara. Sou simples e gosto do simples”.  Vibe Positiva foi feita para uma banda baiana de mesmo nome, mas não foi gravada. “Eu enviei a letra para o vocalista, que conhecia por ser da mesma cidade que venho, Berimbau (Conceição do Jacuípe). Ele até gostou da letra e da melodia, mas a gravação não rolou. A vida é assim mesmo. Eu não desisto. Não tenho medo de perder, tenho medo de perder a vontade de tentar”, filosofa.

A música e o  projeto

No vídeo de Vibe Positiva que gravou para o projeto, Raulino acrescentou o rap que faz parte da música Vi Vi, feita em homenagem ao amigo Vitor Moreira e divulgada em junho do ano passado. “Dias antes da gravação e ensaiando para o projeto, eu comecei a cantar Vibe já com o rap no meio. Achei que ficou muito bacana, que encaixou de uma forma perfeita. Sendo assim, resolvi gravar já com essa nova versão que pensei”.  O rap, tal como a letra de Vibe, fala de positividade e traz versos como “Tire lá de dentro/Tudo que for pra somar”. 

Raulino Júnior nos bastidores da gravação do clipe de Vibe Positiva. Foto: Cristiane Conceição.

O projeto Raulino Júnior AXÉ que canta! tem como objetivo principal divulgar as músicas do compositor e seguirá até fevereiro de 2021. Sempre no dia 13 de cada mês, um novo clipe musical será publicado nas redes sociais digitais de Raulino. “Quero divulgar as minhas músicas, brincar de cantar e enviar os clipes para artistas que tenham identidade com as canções. Quem sabe eles gravam?”, indaga o esperançoso artista. Uma oficina-show, que será levada para colégios de Salvador, também está prevista no projeto. A seguir, você confere a letra e o clipe de Vibe Positiva

Vibe Positiva
(Raulino Júnior)

Moro na Bahia que é a terra do reggae
Do axé, do pagode
E do samba

Vivo na Bahia porque em cada canto
Tem uma festa, uma arte
Uma dança

E isso aqui me faz feliz
E isso aqui me faz viver
E isso aqui me faz feliz
E isso aqui me faz dizer

É isso que me faz feliz
É isso que me faz viver
É isso que me faz feliz
É isso que me faz dizer

Vida
Vamos celebrar a vida
A minha ​vibe é positiva
E hoje eu quero suingar

Vida
Vamos celebrar a vida
Que a minha ​vibe é positiva
E nada vai desanimar

RAP

O que lhe parece
É o que não se parece ser
Viva nessa vida
O que é vida em você

Todo sentimento
Você pode transformar
Tire lá de dentro
Tudo que for pra somar

Vou na calmaria,
Sigo firme, sou assim
Vãs filosofias
Não farão parte de mim

Tudo que eu vejo,
Vejo mais de um lado só
A pluralidade, para mim,
É bem melhor

Vida
Vamos celebrar a vida
A minha ​vibe é positiva
E hoje eu quero suingar

Vida
Vamos celebrar a vida
Que a minha ​vibe é positiva
E nada vai desanimar

Raulino Júnior é um dos destaques de matéria sobre música em revista do curso de Jornalismo da UniFTC

Compositor falou sobre a participação no concurso #FicaEmCasaEFazUmSom, a importância da música em sua vida e opinou sobre as lives 

Raulino Júnior está na primeira edição da revista Raízes, da UniFTC. Imagem: montagem feita no aplicativo Layout

O compositor Raulino Júnior é um dos personagens da matéria O Multiverso Musical das Lives, assinada por Lucas Lima e publicada na primeira edição da revista Raízes, periódico on-line da disciplina Oficina de Jornal Laboratório, ministrada pela professora Alice Lacerda, no curso de Jornalismo da Faculdade de Tecnologia e Ciências (UniFTC), de Salvador.  Na reportagem, Raulino diz como foi participar do concurso #FicaEmCasaEFazUmSom, promovido pela Rádio ZucaTuga, de Portugal, do qual saiu premiado; reflete sobre a importância da música na sua vida, principalmente no atual contexto da pandemia, e opina sobre as lives de artistas da música: “Elas foram ótimas alternativas de expressão artística nesse período e de geração de renda, uma vez que as aglomerações estavam e estão proibidas, mas têm que ser feitas com parcimônia, pensando na arte e nunca no fazer por fazer. Arte é inspiração. Live demais, na minha opinião, cansa”. Além de Raulino, o grupo Império Ragga também participa da matéria.

Raízes

Site da revista Raízes. Imagem: captura de tela

A revista Raízes é feita pelos estudantes-repórteres do curso de Jornalismo da UniFTC da Avenida Paralela (que, na verdade, se chama Luís Viana Filho). A publicação tem como objetivo construir “diálogos sobre a cultura e suas multiplicidades na Região Metropolitana de Salvador(RMS)”. Com cinco editorias (Arte, Atualidades, Beleza, Cinema, Literatura e Música), a primeira edição de Raízes trouxe matérias sobre transição capilar, literatura como refúgio durante a pandemia, música erudita, as dificuldades do artista de rua no atual contexto por que passa o mundo, entre outras. Raulino ficou muito feliz com a oportunidade de falar sobre a sua imersão no universo musical. “É sempre bom ter oportunidade para falar de nossa caminhada. Eu estou, cada vez mais, colocando a música na minha vida. É uma forma de me salvar, de me curar nesse período tão conturbado para a humanidade. Então, fiquei muito feliz em falar um pouco desse meu lado, que cultivo com amor, dedicação e responsabilidade. Agradeço a Lucas pelo convite e desejo mais sucesso na carreira dele”. Leia a matéria clicando neste link: revistaraízes/RaulinoJúnior.

5º vídeo do projeto Raulino Júnior AXÉ que canta! apresenta “Contato”, uma balada romântica

Canção traz romantismo mais maduro e clima bucólico no arranjo

Raulino Júnior canta o amor platônico em Contato. Imagem: reprodução do vídeo

O compositor Raulino Júnior traz todo o ultrarromantismo da música Contato no quinto vídeo do projeto Raulino Júnior AXÉ que canta!. A canção foi composta em novembro do ano passado, mais especificamente no dia 26, e gravada em 1º de fevereiro deste ano, no HF Studios, em Salvador. A produção e direção musical foram feitas por Adrian Estrela, da Parte A Produções. Trata-se de uma balada romântica, cuja letra descreve um eu lírico completamente apaixonado pelo ser amado, mas consciente de que aquele sentimento pode ser só dele. “Na letra, eu falo: Fica como está/Está o que tem que ser/Me contento/Com um contato/Com você…. Ou seja: é um amor platônico, cheio de incertezas”, explica Raulino.

Toda a sonoridade da música remete a um clima bucólico. Isso foi um pedido que o compositor fez a Adrian. “Quando compus Contato, as imagens que vinham na minha cabeça eram de pessoas reunidas num campo, embaixo de árvores, celebrando a vida. Também via um universo musical nisso tudo, com violonistas e cantores. Pedi a Adrian para trazer isso para o arranjo e ele, mais uma vez, arrebentou. Eu adoro a canção. Ficou exatamente como eu imaginei. Adriane Estrela, que é irmã de Adrian, fez o coro e deixou a música ainda mais especial, com aquela voz linda”.

Projeto segue até fevereiro

O produtor musical Adrian Estrela, da Parte A Produções, e o compositor Raulino Júnior, nos bastidores da gravação de Contato, no dia 1º de fevereiro deste ano.

O projeto Raulino Júnior AXÉ que canta! tem como objetivo principal divulgar as músicas do compositor e seguirá até fevereiro de 2021. Sempre no dia 13 de cada mês, um novo clipe musical será publicado nas redes sociais digitais de Raulino. “Quero divulgar as minhas músicas, brincar de cantar e enviar os clipes para artistas que tenham identidade com as canções. Quem sabe eles gravam?”, indaga o esperançoso artista. Uma oficina-show, que será levada para colégios de Salvador, também está prevista no projeto. A seguir, você confere a letra e o clipe de Contato.  

Contato
(Raulino Júnior)

Não dá para explicar
Não dá pra descrever
É bom que é gostar
Gostar que é bom de ser
Guardo, à noite
Uma lembrança
E a saudade de você

Não sei o que fazer
Não sei pr’aonde ir
Distante de você
Tenho você em mim
Já faz tempo
Que chegou
Foi assim…

Não tem como evitar
Não tem como prever
Já faz parte de mim
Não sei se de você
Só aspiro
Um momento
De prazer

Não dá para explicar…

Não dá pra disfarçar
Não dá pra não dizer
Fica como está
Está o que tem que ser
Me contento
Com um contato
Com você…

Em live com Geração Black, Raulino Júnior fala de música, educação e apresenta “Agudá e Amarô”, composição mais recente

Bate-papo destacou a trajetória do compositor

Alex Black e Raulino Júnior. Imagem: reprodução do vídeo

O compositor Raulino Júnior foi o convidado de hoje da série de lives promovida pelo Geração Black, projeto social que nasceu em 2016 e, entre outras coisas, tem como objetivo evidenciar a autoestima e autoafirmação do povo negro. O bate-papo foi conduzido por Alex Black, idealizador da iniciativa.

Durante a conversa, Raulino falou sobre o seu ingresso no magistério, os desafios de ser professor nos dias atuais e como se dá a sua relação com os educandos. Além disso, falou como usa a música nas suas atividades pedagógicas e de quando começou a compor. O compositor cantou algumas de suas canções, como DR, Sonho e Vibe Positiva, e também músicas que usa na sala de aula para introduzir alguns conteúdos, como Ô meu pai, gravada pela banda Ara Ketu; e Mais uma vez, que ficou mais conhecida na gravação de Renato Russo. “Adorei participar da live! Foi muito bacana! A turma da Geração Black trouxe questões importantes para o debate acerca de música e educação. Foi muito gratificante participar”.

Raulino Júnior: música na vida e na sala de aula

O artista aproveitou o ensejo para apresentar o ijexá Agudá e Amarô, sua composição mais recente. “Terminei no dia 6 de novembro. É uma música que começou pelo refrão. Eu li o livro Áfricas no Brasil, de Kelly Cristina Araujo, em 2016, e me deparei com a história das comunidades de raízes brasileiras que existem na África. Não sabia disso. Achei os nomes agudá e amarô muito sonoros, cheios de musicalidade. Daí, veio o refrão. Fiquei com ele na cabeça e concluí a música nesta semana”, explica. Ainda acrescenta: “Agudá e amarô são os nomes atribuídos aos povos de comunidades com raízes brasileiras na África. No Benim, são chamados de agudás; na Nigéria, de amarôs”. Veja, abaixo, a letra da nova composição e assista à gravação da live.

Agudá e Amarô
(Raulino Júnior)

Agudá, agudá, agudá
E amarô
Amarô, amarô, amarô
E agudá

Bahia nagô, na vida
Bahia nagô, é lida
Bahia nagô, bem-vinda
Bahia nagô, é linda

Agudá, agudá, agudá
E amarô
Amarô, amarô, amarô
E agudá

Nigéria e Benim, é vida
Nigéria e Benim, partida
Nigéria e Benim, saída
Nigéria e Benim, guarida

Agudá, agudá, agudá
E amarô
Amarô, amarô, amarô
E agudá

Ôiô, iô
E amarô
Ôiá, iá
E agudá

Rádio ZucaTuga premia oito artistas no concurso #FicaEmCasaEFazUmSom e Raulino Júnior é um dos contemplados

Anúncio dos premiados foi feito através de uma live no canal do YouTube da emissora 

Raulino Júnior: “Agradeço muito a Deus, aos meus familiares e amigos. Estou feliz demais!”. Foto: autorretrato

A Rádio ZucaTuga, de Portugal, revelou hoje, através de uma live no seu canal do YouTube, os nomes dos premiados no concurso #FicaEmCasaEFazUmSom. Samira Chamma (Eu Quero), Bruno Lima (O Melhor Lugar) e Guto Rabello (Zangão Sonhador) ficaram, respectivamente, em 1º, 2º e 3º lugar.  Eles foram escolhidos pelos jurados e acumularam pontos com base nos critérios do concurso, como o fato de ter o vídeo mais curtido e de a canção trazer, de forma criativa, perspectiva de mudança positiva para o mundo após a pandemia. Todos terão as suas músicas produzidas e Samira ganhou também a gravação do clipe, que será feito pela produtora Ritmo Visual Filmes, que já foi premiada em Cannes. Além deles, mais cinco artistas foram contemplados e terão as suas músicas produzidas. O rap Sonho, de Raulino Júnior, está na lista. “Foi uma ansiedade danada para acompanhar o resultado. Esse clima de concurso e de festival de música é muito massa. É uma agonia boa! Fiquei superfeliz com o prêmio”, comemora.

Os votos dos jurados

Durante a live, os jurados divulgaram os seus votos e falaram sobre cada música. Os integrantes da banda portuguesa Os Azeitonas escolheram Samira Chamma (1º), Bruno Lima (2º), Raulino Júnior (3º), Passarin (4º) e João Ferreira (5º). João Salcedo elogiou o rap de Raulino: “É uma música com potencial bastante forte. Não tinha a parte instrumental, no entanto, tinha todos os componentes necessários também para fazer com que a canção fosse uma boa canção: bom ritmo, boa atitude e boa mensagem também”. Júlio Fejuca, da banda Sambô, escolheu Samira Chamma (1º), Guto Rabello (2º), Bruno Lima (3º), João Ferreira (4º) e Passarin (5º).

Prêmio das produtoras

Algumas produtoras se associaram ao concurso e premiaram os artistas. A Ritmo Visual Filmes, que era parceira desde o início e que tem sede em São Paulo, vai produzir as músicas de Raulino e de Raquel Tobias (Minha Cidade). A Pulso Criações Sonoras fará parte dessas produções. Val Andrade, sócio da Casa de Som, de Lisboa, escolheu Hugo Martins (Sai do Chão) e Passarin (Mudanças). Lucas Duque, da Sonido, que atua no Rio de Janeiro, São Paulo, Miami e Lisboa, escolheu João Ferreira (Clementina). Sendo assim, no total, oito artistas foram premiados. Inclusive, todos os que foram para a final. Todas as músicas farão parte do álbum #FicaEmCasaEFazUmSom e os premiados participarão de um documentário.

Ao anunciar que a Ritmo Visual Filmes tinha escolhido  o rap Sonho, o brasileiro Felipe Rocha, idealizador da Rádio ZucaTuga, comentou: “Acho que foi o único rap do concurso. Muito bacana! Com bastante força! O pessoal gostou bastante também!”. A seguir, veja o vídeo da live de premiação.

Rádio ZucaTuga

A imagem pode conter: texto que diz "RÁDIO ZUCA TUGA WWW.RADIOZUCATUGA.PT A web rádio dos brasileiros em Portugal."

Com o slogan “A web rádio dos brasileiros em Portugal”, a Rádio ZucaTuga é  oriunda de uma pesquisa científica envolvendo a Universidade de Coimbra (UC) e a Universidade de São Paulo (USP). Ela entrou no ar em 29 de fevereiro deste ano. Trata-se de uma das ações da pesquisa de doutorado do brasileiro Felipe Rocha. Intitulada Web Rádio e Produção Partilhada do Conhecimento: Uma experiência RadioActiva com a Comunidade Brasileira em Portugal, a investigação, entre outros objetivos, visa entender como a web rádio pode ser usada em benefício da comunidade. Pelo cronograma, será concluída em 2022. 

Você também ficou curioso(a) para saber o motivo do nome da rádio? Se sim, a gente explica: “zuca” é a redução da palavra “brazuca”; e “tuga”, da palavra “portuga”. Tanto “brazuca” quanto “portuga” são termos usados de forma pejorativa para se referir, respectivamente, a brasileiros (por portugueses) e a portugueses (por brasileiros). Felipe fez a junção, ficou ZucaTuga.

Pop Rock dá o tom do 4º vídeo do projeto Raulino Júnior AXÉ que canta!

Compositor apresenta performance de Tropical, primeira música feita sob encomenda

Raulino Júnior no clima Tropical. Imagem: reprodução do vídeo

O quarto vídeo do projeto Raulino Júnior AXÉ que canta! já está no ar e a composição em destaque é Tropical, música feita em 2015 e gravada em 2018, no HF Studios, em Salvador. A produção e direção musical foram feitas por Adrian Estrela, da Parte A Produções. É a primeira e única música feita sob encomenda de Raulino Júnior. “Arte, para mim, é sempre inspiração. Todas as minhas composições nascem assim. E gosto disso. Sou da inspiração. Com Tropical, foi diferente. Yan Brumas, um amigo querido e artista versátil, ia estrear, em 2015, o seu novo show, intitulado Tropical, e me pediu que fizesse uma música para o espetáculo. Eu aceitei o desafio e fiz um pop rock, muito influenciado por Cazuza e pelo Barão Vermelho. Gostei do resultado, mas não sou o compositor que faz música seguindo essa lógica da demanda. Aconteceu. Fica de experiência”, pontua.

A letra

Na letra, Raulino faz alusão ao clima tropical, que predomina nas regiões localizadas entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, e associa as características do clima ao ser humano. “Eu lembro de ter feito uma pesquisa grande para compor a música. Fui no dicionário, li artigos em sites e achei que a associação ficaria bacana, como ficou. Acho que o verso ‘Não fico preso a estruturas’ define a música. No clima tropical, é assim: nada é, tudo pode ser. Isso acontece com o ser humano. Comigo, inclusive. A música é autobiográfica também!”, revela.

O produtor musical Adrian Estrela, da Parte A Produções, e o compositor Raulino Júnior, no dia da gravação de Tropical (5 de maio de 2018)

O projeto Raulino Júnior AXÉ que canta! tem como objetivo principal divulgar as músicas do compositor e seguirá até fevereiro de 2021. Sempre no dia 13 de cada mês, um novo clipe musical será publicado nas redes sociais digitais de Raulino. “Quero divulgar as minhas músicas, brincar de cantar e enviar os clipes para artistas que tenham identidade com as canções. Quem sabe eles gravam?”, indaga o esperançoso artista. Uma oficina-show, que será levada para colégios de Salvador, também está prevista no projeto. A seguir, você confere a letra e o clipe de Tropical.  

Tropical
(Raulino Júnior)

A minha vida é estar entre
Indiferente aos limites
Não estremeço nem me entrego
Tampouco ligo pros palpites

Sou sempre alquimia pura
Amalgamado, dado, misto
Vou respirando novos ares
Sinto prazer com o perigo

Tro-pi-cal
Na-tu-ral
Comportamento tão simples, normal

Tro-pi-cal
Na-tu-ral
Experimento, sem vida banal

Se o calor é o que perturba
Eu chamo o frio pra vir comigo
Não fico preso a estruturas
Pois o que vivo é o meu sentido

Sou sempre alquimia pura
Amalgamado, dado, misto
Vou respirando novos ares
Sinto prazer com o perigo

Tro-pi-cal…